Pesquisa Atual

Nossa pesquisa atual em 2019 segue as seguintes linhas:

* Estudar países exitosos em relação ao seus crescimentos/declínios populacionais e taxas de fertilidade.

É possível identificar sociedades que abraçaram um fim ao crescimento populacional? Se sim, quais são as políticas públicas adotadas em tais países? Quais políticas são particularmente efetivas em possibilitar que essas sociedades maximizam os benefícios ambientais de populações estáveis ou em declínio? Alternativamente, quais políticas protegem o meio ambiente de malefícios sociais ou econômicos?

*Estudar a relação entre biodiversidade e população.

Como é que cenários demográficos diferentes afetam o meio ambiento europeu, o acesso público à natureza e a preservação da biodiversidade? Como é que afetam a pegada ecológica internacional da Europa, no curto e longo prazo?

Como cenários para o desenvolvimento populacional afetam a biodiversidade da Europa? Em particular, como o aumento ou decréscimo da população impactaria as oportunidades para o reflorestamento em vários países europeus? Sendo todos os outros fatores iguais, mais pessoas equivale a menos habitat e recursos essenciais para a fauna. Quantificando essa dinâmica seria uma contribuição maciça para planejar um futuro sustentável na União Européia (UE).

Projetos-chaves em 2018 incluíram:

* Estudar os benefícios ambientais e econômicos do envelhecimento da população

Frequentemente apresentado como um problema, pesquisas recentes sugerem que o envelhecimento de populações podem ser parte da transição exitosa para a sustentabilidade populacional, e que os desafios econômicos que acarretam são relativamente mais simples de resolver. Usamos essa linha de pesquisa com um estudo comparativo dos países que parecem estar transformando com sucesso para uma população mais anciã e menor. Leia nosso artigo na revista Trends in Ecology & Evolution (Tendências na Ecologia e Evolução, TREE): “Envelhecimento Populacional Humano: Bom Para Nós, Bom Para o Mundo”

* Desenvolver projeções populacionais diferentes de acordo com cenários distintos de fertilidade e imigração na UE

A política de imigração é presentemente um dos assuntos chaves na Europa inteira, enquanto vários países implementam uma variedade de políticas de fertilidade pro-natalistas. A despeito disso, a maioria dos países não desenvolveram planejamentos de cenários demográficos diferentes baseados em variadas projeções de natalidade e imigração que delineiam os impactos de longo prazo que essas políticas terão. Procuramos solucionar essa falta, desenvolvendo projeções populacionais até 2100 da UE de acordo com cenários de fertilidade e imigração diferentes, correspondendo a políticas implementadas de fato.

TOP providencia projeções populacionais dentro de nove cenários diferentes de fertilidade e movimentos migratórios, e a combinação dos dois em alguns casos, para cada país da UE até 2100 com o intuito de ajudar a escolha de políticas e as consequências demográficas dessas.

Leia nosso artigo “Projeções Populacionais de Políticas Implementadas para a União Europeia: Uma Abordagem Comparativa” publicado no jornal Comparative Population Studies (Estudos Comparativos Populacionais).

Leia mais sobre as projeções populacionais desenvolvidas por TOP, inclusive as projeções para cada país do UE em Apêndice I, clicando no país o qual lhe interessa:

Áustria
Bélgica
Bulgária
Croácia
Chipre

República Tcheca
Dinamarca
Estónia
Finlândia
França
Alemanha
Grécia
Hungria
Irlanda
Itália
Letónia
Lituânia
Luxemburgo
Malta
Países Baixos
Polônia
Portugal

Romênia
Eslováquia
Eslovénia
Espanha
Suécia
Reino Unido
União Europeia

 

Ver todos os países

Veja todos os parâmetros usados na projeção de cada país: Apêndice II

Projetos-chaves de 2018, 2019, e projetados no futuro próximo incluem:

* Quantificar o impacto que a estabilização demográfica possa ter em minimizar a mudança climática global, e em adaptar-nos a ela.

É de conhecimento geral que o crescimento da população é um dos fatores principais por trás dos crescentes níveis de gases de efeito estufa (o outro sendo o crescimento do PIB per capita). Estudos demonstram que reduzir o crescimento populacional no future poderia contribuir fortemente para os esforços de reduzir as mudanças climáticas, e ajudar sociedades vulneráveis a adaptarem às mudanças climáticas que de fato se realizem. Presentemente estamos completando um estudo medindo o papel que a estabilização populacional, ou sua redução, poderia ter em reduzir as emissões de gases de efeito estufa e em aumentar a adaptabilidade às mudanças climáticas prováveis.

Desenvolver parâmetros éticos para lidar com questões populacionais.

Uma razão pela falta de diálogo honesto sobre questões populacionais é o medo que discutir pautas demográficas acarreará políticas ou comportamentos antiéticos; há uma necessidade de debater a ética de políticas populacionais. Essa linha de pesquisa desenvolverá um parâmetro que equilibra interesses diversos e avalia políticas embasadas no valor de florescer (humano e não-humano). A meta é um parâmetro que guiará as decisões sobre políticas populacionais e ajudará a criar sociedades sustentáveis e justas. Nossos esforços conjuntos para esse fim incluem a dissertação de mestrado sobre a ética de imigração de Addison Phillips e discussões sobre o “planejamento familiar como um direito humano” e o “tamanho populacional humano ideal”.

Continuamos esse trabalho em 2019 e queremos suas sugestões e conselhos! Para entrar em contato conosco, clique aqui e mande o seu endereço de email para receber atualizações regulares de nossos projetos.

Para alguns dos melhores recursos científicos sobre estudos populacionais, clique aqui!

 

Traduzido por Renato Whitaker